Thursday, November 20, 2008

Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (METRÔ – DF):

Com o objetivo de aprimorar o conhecimento com relação à aplicação da segurança do trabalho na prática, pesquisou-se informações sobre as normas aplicáveis, estatísticas e acidentes ocorridos no âmbito das grandes empresas, públicas e privadas, através dos respectivos engenheiros de segurança. A seguir iremos apresentar a pesquisa realizada para a Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (METRÔ – DF).

Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (METRÔ – DF):

Breve histórico...

As obras foram iniciadas em janeiro de 1992 e, em dezembro de 1993, foi criada a Companhia do Metropolitano do Distrito Federal, com a missão de operar o novo tipo de transporte. Em outubro de 1994, os trabalhos são paralisados. Dois anos depois, em maio de 1996, as obras foram retomadas (METRO 2008). Em julho de 1997, a Companhia do Metropolitano iniciou a convocação dos primeiros concursados, sendo a maioria encaminhada para treinamento no Metrô de São Paulo.
A operação do Metrô teve início em 2001, com a inauguração do trecho que liga Samambaia a Taguatinga, Águas Claras, Guará e Plano Piloto. Isso corresponde a quase 30 km da chamada linha prioritária. Em 2006, iniciou-se a operação branca (experimental) no trecho que liga Taguatinga a Ceilândia Sul, passando pela Estação Centro Metropolitano. Com isso o metrô atinge 42 km de linha em funcionamento (METRO 2008).
Em 2007, a operação neste trecho passa a ser comercial e recomeçam as obras para levar o metrô até a Ceilândia Norte (Estação Terminal Ceilândia).O Metrô-DF opera atualmente com 20 trens. Tem 42 quilômetros de linha em funcionamento, que liga a Rodoviária do Plano Piloto a Ceilândia Sul e Samambaia, passando pelo eixo rodoviário sul e pelas cidades de Guará, Águas Claras e Taguatinga. Dos 42 quilômetros de extensão, 33 interligam a Estação Central (Rodoviária do Plano Piloto) até a Ceilândia. Outros dez quilômetros compreendem o ramal que parte de Águas Claras, via Taguatinga Sul, até Samambaia (METRO 2008).

Leis e normas aplicáveis

Leis

  • Lei nº 6.149, de 2 de dezembro de 1974. A legislação a respeito do sistema metroviário conta com a lei nº 6.149, de 2 de dezembro de 1974 (PLANALTO 2008), assinada pelo Presidente em exercício em 1974 Ernesto Geisel, tal lei dispõe sobre a segurança do transporte metroviário e dá outras providências.

  • Decreto nº. 26.516, de 30 de Dezembro de 2005
    Ainda com relação às leis, existe o DECRETO Nº 26.516, DE 30 DE DEZEMBRO DE 2005 (SILEG 2008), que da nova redação ao Decreto 19.547 de 02 de setembro de 1998, alterado pelo Decreto 22.726 de 15 de fevereiro de 2002, que Instituiu o Regulamento de Transporte, Tráfego e Segurança do Metropolitano do Distrito Federal
    Normas


De acordo com o Engenheiro de Segurança responsável, as principais normas aplicáveis são:

  • NR 5 - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes;
    A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA - tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador.
  • NR 7 – Programa de controle médico de saúde;
    Estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO, com o objetivo de promoção e preservação da saúde do conjunto dos seus trabalhadores.
  • NR 9 – Programa de prevenção de riscos ambientais;
    Estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA, visando à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, através da antecipação, reconhecimento, avaliação e conseqüente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho, tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais.
  • NR 10– Segurança em instalações e serviços em eletricidade;
    Fixa as condições mínimas exigíveis para garantir a segurança dos empregados que trabalham em instalações elétricas, em suas diversas etapas, incluindo projeto, execução, operação, manutenção, reforma e ampliação e, ainda, a segurança de usuários e terceiros.

Estatísticas e acidentes

O Engenheiro de Segurança do Metrô foi contatado para assim obtermos as estatísticas de acidentes, porém o mesmo falou que não tem contabilizado tais informações.

Através do site do jornal Correio Brasiliense obtemos alguns dados sobre tal empresa, o site divulgou partes de um dos relatórios do Metrô do DF o qual aponta erros e acidentes freqüentes que ocorreram no ano de 2002, mostrando a série de falhas materiais, humanas, operacionais e de manutenção no sistema.
Nos meses de maio e junho de 2002, os relatórios apontam pelo menos seis interrupções nas viagens do metrô, as quais foram motivadas, em sua maioria, por falta de energia nos trilhos. Um passageiro chegou a ficar com o braço preso na porta e o resto do corpo para fora do vagão, e o computador sequer acusou o acidente. Esse acidente poderia ter se tornado de graves proporções, caso o usuário não conseguisse se soltar das portas.
O relatório número 069 de 2002 indica a preocupação de operadores do metrô. O documento enviado a um assistente da empresa, em julho do mesmo ano, trata das ‘constantes falhas na máquina de chave 1 do X-28, no trecho entre as estações de Águas Claras e da Praça do Relógio (Taguatinga). O X-28 é o mecanismo que muda os trens de trilhos. Segundo o relatório, as falhas mudavam o embarque dos usuários na Estação Praça do Relógio. Funcionários tinham que ser deslocados para fazer o alinhamento manual da rota. E neste mesmo mês o problema ocorreu 13 vezes.
Em dezembro, dois trens bateram de frente. Só não houve uma tragédia porque não havia passageiros nos vagões. O choque ocorreu no pátio de testes da empresa, em Águas Claras. Segundo o Sindicato dos Metroviários (Sindmetrô), a batida foi causada pela falta de sinalização na linha.
Na reportagem do Correio Braziliense o especialista em transportes urbanos, Laurindo Junqueira, assessor da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) declarou a deficiência do Metrô DF, lembrou ainda que em 30 anos o metrô de São Paulo só teve um descarrilhamento, em área de manobra.
O Secretario de Transportes do governo de 2002 José Geraldo Maciel, que foi diretor de operações e de manutenção do metrô de 2000 a 2002, declarou que as falhas ocorridas no serviço estão ‘‘abaixo do tolerável’’.
O relatório do Metrô DF indica os seguintes acidentes ocorridos em 2002:

9 de abril
Um susto para 150 passageiros de um trem que seguia no sentido Guará-Rodoviária. O vagão descarrilha entre a Estação Central e a da Galeria dos Estados, no Plano Piloto. Nenhum passageiro fica ferido. Eles usam as passarelas de segurança para sair do local do acidente
27 de maio
O metrô de Brasília sai dos trilhos pela segunda vez, em pouco mais de um mês. Por volta das 10h, um dos carros, acoplado a outros três, descarrilha quando fazia manobras no pátio de manutenção de Águas Claras. Só o piloto está na locomotiva. Ninguém se machuca.
Julho
O metrô pára pelo menos 13 vezes em sete dias. O problema está num equipamento entre as estação de Águas Claras e da Praça do Relógio (Taguatinga). Com a falha, as composições são desviadas da rota correta. Funcionários são deslocados para reparar a falha manualmente. O erro provoca atraso nas viagens.
8 de agosto
Por volta das 11h50, o braço de passageiro é preso na porta de um vagão do metrô. O corpo dele fica para fora, na estação da 114 Sul (Plano Piloto). Os computadores do trem não acusam o acidente. A composição entra o movimento. Por sorte, o usuário consegue se soltar do vagão antes que ele chegue ao fim da plataforma.

16 de dezembro
Dois trens do metrô se chocam no pátio de testes da empresa, ao lado do Centro Administrativo e Operacional, em Águas Claras. Ninguém se fere. O maquinista de um dos trens bate em outro que estava parado. O primeiro fazia manobras para posicionar as composições, que passariam por manutenção.
Já sobre acidentes no ano de 2008, o Correio Braziliense também fala sobre o caso de um operário que sofreu queimaduras de terceiro grau quando realizava reparos na rede elétrica de um túnel do metrô do Distrito Federal no dia 26 de fevereiro e vai receber indenização de R$ 50mil por danos morais e estéticos. O TRT, Tribunal Regional do Trabalho, considerou o Consórcio Construtor CMT e a Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF ) responsáveis pelo acidente.
De acordo com informações do TRT, o supervisor do operário acidentado admitiu que o mandou executar os reparos de modo totalmente precário. A rede geral de energia não foi desligada (conforme determina a NR 10), e não havia iluminação suficiente no local. O empregado trabalhava apenas com a iluminação de um facho de luz proveniente da lanterna.
Segundo o juiz relator do processo, Ricardo Alencar Machado, o Consórcio tem responsabilidade objetiva pelo acidente uma vez que foi constatado o dano e o nexo causal, já que as atividades desenvolvidas pelos empregados são de risco (conforme NR-16 e NR-10).
Os juízes mantiveram, ainda, a condenação subsidiária do Metrô porque, apesar de haver terceirizado do serviço de eletricidade, a administração pública tem o dever de acompanhar, supervisionar e fiscalizar o serviço contratado. "Nesse caso aplica-se a teoria da culpa presumida" ressaltou o juiz Ricardo Machado. Ele explica que, para se isentar da responsabilidade, o Metrô deveria comprovar ações de vigilância quanto ao cumprimento das normas de proteção do trabalhador, o que não foi feito no processo.


Fontes:
CORREIO BRAZILIENSE. Correio Web/ Metrô DF. Disponível em: Acesso em: out.2008.
METRO. Estrutura Atual. Disponível em:. . Acesso em: out. 2008.

Wednesday, November 19, 2008

Relatório-saída de campo.(Marcus e Rafael)

O Aeroporto Internacional de Brasília (DF) está com uma nova forma de gestão das atividades de segurança operacional em implementação. O SGSO (Sistema de Gerenciamento de Segurança Operacional) é uma das exigências em aeroportos que buscam ou que já têm a certificação operacional. Ele está sendo estruturado também nos aeroportos do Galeão (RJ), Manaus (AM), Guarulhos (SP), Recife (PE), Belém (PA) e Porto Alegre (RS).A primeira fase deste processo de implementação do SGSO, que compreende ações preliminares e planejamento, durou um ano e foi iniciada em junho de 2007. De acordo com o cronograma proposto pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o processo de gerenciamento de riscos relatados em ocorrências registradas ou investigadas deverá ser efetivado até dezembro deste ano.A ação preventiva é a principal transformação que o sistema busca trazer a fim de substituir uma conduta reativa frente a perigos e riscos. Esse objetivo requer que estratégias, atividades e procedimentos específicos compatíveis com esse fundamento, sejam adotados para a obtenção dos resultados projetados.Até o final de 2010, os possíveis riscos serão gerenciados por auditorias internas e externas, vistorias, inspeções e avaliação de desempenho. Segundo Walter Faria, essa mudança de gestão é o principal ganho do sistema.
As novidades que o SGSO traz são a gestão efetiva da segurança operacional e a sistematização de todo o processo de gerenciamento.A equipe do SGSO de Brasília adquiriu 12 quadros-murais para veicular informações, notícias, orientações e recomendações de segurança operacional. Eles estão sendo instalados em áreas estrategicamente localizadas. O objetivo é constituir um permanente canal de comunicação entre a administração do sistema e a comunidade aeroportuária envolvida nos processos da segurança operacional.A área de recursos humanos da Infraero criou um curso de conscientização para o SGSO. O treinamento é destinado a todas as pessoas envolvidas no processo. Até setembro, mais de 700 pessoas, em 20 turmas, participaram do curso. Outras 15 turmas terão aulas ainda este ano. Para 2009, o treinamento será dado a 100 novas turmas para conscientizar toda a população operacional do Aeroporto de Brasília, estimada em mais de 5.000 pessoas.

Monday, October 27, 2008

Associação internacional pede reforma em Congonhas

19 de julho, 2007
Mônica Vasconcelos *
De Londres





Ifalpa pede que aeroportos tenham áreas de escape mais extensas
Após o acidente com o Airbus A-320 da TAM, a Federação Internacional de Associações de Pilotos de Linhas Aéreas (Ifalpa, na sigla em inglês) divulgou um pedido às autoridades do setor aéreo para que o aeroporto de Congonhas e todos os outros em operação no mundo tenham áreas de escape mais extensas no fim das pistas de pouso.
"O trágico acidente no aeroporto de Congonhas demonstra mais uma vez a necessidade de implementação de um sistema de segurança conhecido como Engineered Materials Arrester System (EMAS) nos aeroportos", diz uma nota da Ifalpa.

Segundo a federação, que representa cerca de 100 mil pilotos em mais de 95 países, a área de escape deveria ter 300 metros de extensão.


Clique aqui para ver imagens do pouso do Airbus da TAM.

"Claramente isso iria aumentar significativamente a segurança de passageiros e tripulantes", afirma a nota.

"O que aconteceu em Congonhas foi o que nós chamamos de 'runway excursion'. É a causa mais comum de acidentes aéreos. Um quarto dos acidentes no mundo são resultado de aviões ultrapassando o limite da pista. A Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO, na sigla em inglês) recomenda que aeroportos devem ter 60 metros de asfalto e ainda 240 metros de área livre em torno da pista", disse à BBC Brasil o diretor executivo da Ifalpa, Bruce D'Ancey.

"Quando isso não é possível, recomendamos a instalação de uma 'arrestor bed', uma área feita de concreto mole em torno da pista. Ela tem a aparência de concreto normal. Mas se o avião sair da pista ele vai afundar no concreto", disse D'Ancey.

No caso do vôo da TAM, depois de pousar em Congonhas a aeronave derrapou, atravessou uma avenida, colidiu com um depósito e pegou fogo. Todos os 186 passageiros e tripulantes a bordo e um número ainda não oficial de pessoas que estavam no prédio e nas imediações morreram no desastre.

De acordo com D´Ancey, acidentes desse tipo, nos quais o avião sai da pista, não são um problema exclusivo de Congonhas e acontecem em média uma vez por semana no mundo. Só na semana passada, foram quatro.

"Temos feito campanha sobre o assunto há 20 anos. O que é importante dizer é que o trágico acidente em São Paulo poderia ter sido evitado se houvesse um sistema para frear o avião em segurança. Saídas da pista acontecem regularmente", afirmou.

Áreas urbanas

Segundo Les Dorr, porta-voz da Agência Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês), “é possível que um aeroporto no meio de uma cidade seja seguro”, e a instalação desse sistema de segurança (de concreto mole no final da pista) é uma “excelente solução para aeroportos com limites de área".

Dezenove aeroportos americanos já usam a tecnologia e mais sete estão em processo de implementação. De acordo com a FAA, o sistema evitou quatro acidentes: em 1999, 2003 e 2005 no JFK, em Nova York, e no ano passado no Greenville Downtown Airport, na Carolina do Sul.

Para o especialista em segurança de aviação Todd Curtis, fundador do site airsafe.com, apesar de o sistema ser “efetivo”, há possíveis falhas.

“Há limitações. Geralmente o sistema é colocado no final da pista, mas há casos em que o avião sai de lado e não no final. Além disso, parece ser mais adequado apenas para áreas planas.”

Segundo Curtis, nos Estados Unidos existem dois aeroportos que, assim como Congonhas, também ficam no meio da cidade: Midway, em Chicago, e Bob Hope, nas proximidades de Los Angeles.

Em dezembro de 2005, em Midway, um avião saiu da pista, entrou em uma avenida e matou uma criança. No Bob Hope Airport, uma aeronave saiu da pista e parou em frente a um posto de gasolina.

“Isso não significa que aeroportos no meio de áreas urbanas devam ser fechados”, disse Curtis.

“Existem riscos, mas é preciso analisar os benefícios à sociedade. Aeroportos como esses tornam o transporte aéreo mais viável e centenas de pessoas são empregadas.”

Segundo Eduardo Flores, secretário do Conselho Internacional de Aeroportos (AIC, em inglês), associação que agrupa aeroportos comerciais de 178 países, não existe nenhuma recomendação internacional contra a existência de aeroportos em áreas urbanas.

“Há muitos aeroportos no meio de grandes cidades em todo o mundo. Contanto que as normas internacionais sejam seguidas, não há problema algum.”

Essas normas incluem o planejamento de uma faixa de segurança para onde o avião possa desviar em caso de imprevistos e uma distância mínima de construções.

Flores desconhece se o aeroporto de Congonhas cumpre todas as normas. Mas, segundo ele, “se não cumprisse, não poderia ter a certificaçao (para poder operar)”.

* Colaboraram Adriana Stock e Márcia Bizzotto

Infraero lamenta morte ocorrida no aeroporto de Brasília

11 de Abril de 2008 - 20h43 - Última modificação em 11 de Abril de 2008 - 20h43

Isadora Grespan
Repórter da Agência Brasil



Brasília - A Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero) divulgou uma nota hoje (11) lamentando a morte de um homem ocorrida nesta sexta-feira no Aeroporto Internacional de Brasília (DF).

A empresa afirma que o homem caiu de um "terraço" que "possui um guarda-corpo de ferro e um batente de concreto, não possibilitando qualquer risco acidental".

Segundo informações da 10ª Delegacia de Polícia, o acidente ocorreu por volta de 15h, na plataforma superior do aeroporto. O local foi isolado, e já está liberado para a circulação.

A polícia não descarta a hipótese de suicídio, e aguarda o resultado da perícia para concluir as investigações.

Mais de 60 aeroportos descumprem normas de segurança

26/03/2008 - 09h25

BRASÍLIA - Mais de 60 aeroportos no interior do país descumprem atualmente normas internacionais de segurança e podem até ser fechados caso não haja correção dos problemas nos próximos meses. O alerta foi dado ontem pela presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Solange Vieira, em audiência na Câmara dos Deputados. Entre os problemas apurados, a diretora mencionou a inexistência de equipamentos de raio-X e a fragilidade no controle de acesso aos aviões.

Estão na lista aeroportos principalmente do Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Só no Amazonas são mais de dez. " São mais de 60 (no país) com esse tipo de problema " , disse Solange, que procurou afastar qualquer receio de voar por parte dos passageiros. " Os aeroportos do Brasil estão absolutamente seguros. "

Segundo a diretora, a maior parte dos descumprimentos se refere a procedimentos de segurança (security, no termo em inglês, adotado na aviação) e não de segurança operacional (safety) - este sim relativo à operação das aeronaves e estado das pistas. Solange avisou que, " se formos seguir ao pé da letra " , esses aeroportos terão que ser fechados. A agência está fazendo um levantamento de quais as adaptações necessárias e deverá exigir uma solução antes da auditoria da Organização de Aviação Civil Internacional (Oaci), a ser feita em 2009. Se encontrar problemas, a organização pode rebaixar o Brasil na classificação internacional.

A presidente da Anac deixou em aberto a possibilidade de " flexibilização das normas " . Auxiliares argumentam que alguns aeroportos, principalmente na região amazônica, estão em municípios de acesso complicado e às vezes são a única forma de transportar doentes. Solange participou, ao lado do chefe do Cenipa, brigadeiro Jorge Kersul, de audiência na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional para discutir a segurança de Congonhas.

Kersul disse que pretende ter o relatório final do acidente com o vôo 3054 da TAM até julho, antes da tragédia completar um ano. De qualquer forma, enfatizou que a Aeronáutica já divulgou dezenas de recomendações, em função da experiência com o acidente, para aumentar a segurança em Congonhas e nos demais aeroportos.

(Daniel Rittner | Valor Econômico)

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Sunday, October 26, 2008